Ensaios sobre Tango

Rui Barroso

 

 

 

CROWDFUNDING

 

(vê no fundo da página como podes participar)

A ideia de escrever um livro é algo que está presente em mim quase desde que tenho memória. Como tantos de nós, comecei entusiasmado vários empreendimentos literários ao longo da vida. É com um certo sentido de humor e, confesso, alguma tristeza, que olho para trás e relembro que nunca levei qualquer um a bom porto. Aceito que nenhuma das tentativas passadas fosse executada com a motivação e/ou a consistência necessárias para chegar a ver a luz do dia. Mas gosto de escrever. Sempre gostei. E apesar dos repetidos "bloqueios de (tentativa-de-)escritor e das recorrentes perdas de entusiasmo face ao propósito inicial, jamais aceitei a ideia de nunca vir a terminar de escrever um livro. Algo em mim me vai relembrando diariamente que tenho ainda esse objetivo por realizar.

Entretanto, dediquei a minha vida ao Tango (o mais consistente dos meus empreendimentos). E quando digo que dediquei a minha vida ao Tango não me refiro apenas à dança. Não me refiro apenas ao ato de aprender a dançar, ao de atuar em cima de um palco ou numa pista de dança de qualquer Milonga ou Festival, ou sequer de ensinar tanta gente a dançar, em Portugal e no estrangeiro, em mais de 20 anos de atividade profissional. Refiro-me a mais do que isso. O Tango impregnou-se de tal forma na minha essência que se tornou parte da minha vida e mais do que isso, parte de mim. Tornou-se naquilo que sou. Hoje posso afirmar que sou Tango. Não sou o único Tango, certamente. Sou o Tango que sou, único e autêntico, jamais perfeito. Creio que é tudo o que cada um de nós pode almejar. Pelo menos é tudo o que sempre pretendi. Da mesma forma que, não sendo a única pessoa no mundo, não deixo de ser único enquanto pessoa. É assim que me vejo e sinto enquanto Tango.

E enquanto Tango que sou, há muitos anos que penso sobre mim, sobre aquilo que faço e sobre aquilo que vejo neste mundo que partilho com outros. Sempre gostei de refletir sobre o Tango em todas as suas dimensões. De questionar e de me questionar. Sempre gostei de ouvir, aprender e de refletir com sentido crítico apurado (assim gosto de pensar).

Sempre aprendi com humildade, mas nunca deixei de pôr em causa algo que não me fizesse sentido. Fi-lo muitas vezes apenas para descobrir que estava errado, é certo. Mas foi também com cada um desses erros que fui conquistando alguma profundidade neste mundo que, como todos, tem tanto de profundo quanto tem de superficial.

Aprendi com muitas pessoas diferentes. Muitas delas bem mais letradas no Tango do que eu. Outras na vida. E outras nem por isso, mas que ainda assim não me ensinaram menos. Coloquei em causa as minhas atitudes e convicções tantas vezes que é difícil não lhes perder a conta. Receio que esse paradigma não tenha ainda terminado e atrevo-me mesmo a admitir que assim será até ao último dos dias. Não penso hoje o que pensava ontem e dificilmente pensarei igual amanhã.

Já o ato de escrever parece amarrar-nos a uma convicção, como se não fôssemos seres em devir, em constante transformação e suscetíveis de mudarmos as nossas convicções mais profundas.

É talvez por isso que me decidi finalmente a escrever um livro sobre Tango. Porque me sinto hoje em paz com a ideia de escrever algo com o qual possa não vir a identificar-me plenamente no futuro. O facto de sermos hoje quem somos não retira valor ao que fomos há 10 ou 20 anos atrás. O mesmo acontecerá com este livro. Creio que quaisquer ideias, principalmente quando falamos do ato de filosofar e especular a vida, nunca devem ser tidas como verdades absolutas mas apenas como possibilidades refletivas que nos fazem pensar ou repensar a vida e as nossas certezas ou convicções; que nos fazem enfrentar os nossos medos ou inseguranças; que colocam em causa os nossos dogmas e nos obrigam a enfrentar as nossas intransigências. No final, ambos, leitor e escritor, terão sempre as possibilidades de chegar a um consenso, de discordar e permanecer exatamente como estavam ou de, discordando, evoluir para uma nova e mais amadurecida forma de estar nas coisas.

Creio que é esse o meu único desejo. Que as minhas palavras possam ir contra ou ao encontro das perceções de quem as ler e que, em qualquer situação, sirvam para uma consolidação, sempre maleável e conformável, daquilo que cada um pensa e sente em relação ao Tango, à forma como o vive e à forma como se relaciona nele e com ele.

Há anos que me dizem que devia escrever um livro. "Escreves bem. Devias mesmo escrever um livro." No mundo do Tango Argentino são várias as pessoas que têm vindo a incentivar-me a fazê-lo precisamente sobre este tema ao qual dediquei a minha existência e que tornei parte do que sou.

Pois bem, a pandemia criou o pretexto que faltava, o momento talvez ideal para o fazer. Ideal porque ao ver-me com tempo livre por não poder exercer livremente a minha atividade profissional, surgiu o espaço e o tempo necessários para olhar para dentro, para consolidar reflexões, para pôr em causa convicções antigas, para criar novas "certezas" e para pôr tudo isso, finalmente, no papel.

E é assim que nasce este projeto a que decidi chamar de "Ensaios sobre Tango".

Como o próprio nome indica, o livro que decidi escrever estará dividido em distintos ensaios sobre os mais variados temas relacionados com a vivência do Tango Argentino. Nele poderão encontrar reflexões à volta de temas tão variados como o ato de improvisar; os diferentes papéis na relação de par; a vida social milongueira, com as suas regras, costumes e idiossincrasias; a música do tango e a importância de conhecer as suas letras; o tango enquanto ferramenta de desenvolvimento pessoal e social; as questões de género que lhe pré-existem e que inevitavelmente emergem ao longo da vivência do Tango; a dicotomia Tango-na-Argentina vs. Tango-no-Resto-do-Mundo; a relação de profissionais entre si ou entre estes e demais aficionados; a relação entre bailarinos avançados e principiantes, entre djs e milongueiros ou mesmo entre organizadores e respetivas comunidades de Tango... e muito, muito mais.

Assim, venho pedir a tua ajuda para levar este projeto a bom porto.

 

A data prevista para o lançamento do livro em formato papel é Dezembro de 2021 e este Crowdfunding funciona como uma pré-venda. O dinheiro que conseguir angariar nesta fase servirá para pagar uma edição de autor, suportando custos com textos, revisão, traduções (se tudo correr conforme previsto, pelo menos para inglês, francês e espanhol), capa, paginação, registo, impressão e distribuição.

Se decidires contribuir nesta fase e tornar-te corresponsável pela conclusão deste projeto, o livro "Ensaios sobre Tango" será enviado para tua casa antes do lançamento oficial do mesmo. A tua contribuição inclui já os portes de envio para Portugal, por isso, não te esqueças de colocar a morada completa e de indicar para quem é a dedicatória ou dedicatórias.

 

E porquê o plural em "dedicatórias"? Porque se assim entenderes poderás sempre contribuir com o valor de mais um ou dois livros extra que poderás oferecer a algum amigo ou familiar, seja ou não aficionado de Tango. Porque o livro fala de Tango, mas o Tango fala de vida e a vida fala de todos!

O primeiro objetivo é conseguir vender um mínimo de 100 livros em pré-venda pelo que desde já agradeço a ajuda na divulgação deste projeto.

Um abraço daqueles bem até ao osso e obrigado por ajudares a tornar este projeto realidade.

IMPORTANTE

 

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Contribuição Base = 30,00€

(1 exemplar)

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(2 exemplares + 1 capítulo futuro em formato digital*)

Contribuição Gold = 90,00€

(3 exemplares + 3 capítulos futuros em formato digital*)

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TRANSFERÊNCIA BANCÁRIA

IBAN: PT50.0018.0003.2155.2351.0201.7 

* Porque o que pensamos hoje pode transformar-se amanhã, "Ensaios sobre Tango" será sempre um livro em aberto e tu serás o primeiro a receber o(s) próximo(s) capítulo(s).

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